back Voltar ao Blog



Roda uma saia. Bate um pé no chão.


A mãe de Teresinha é a responsável! «Achou que era giro e pôs-me nas sevilhanas. E a partir daí começou a crescer aquele bichinho sempre, sempre, sempre e ainda não parei». Tinha meia dúzia de anos quando se estreou na alegria e nos ritmos quentes de Espanha. E como a essência está nas origens, é Pilar Andujar, dançarina profissional espanhola, que acompanha Teresinha – assim conhecida por todos – desde menina. A doce paixão de criança levou-a sempre de mão dada com os sapatos de salto e as saias compridas.
Há cerca de cinco anos que é ela a professora. Já percorreu Elvas e Arronches, mas atualmente dá aulas em Portalegre, no Centro de Artes e Espetáculo. Teresinha diz que ensinar foi algo que «sempre gostei». Aberto a quem quiser respirar um pouco da vivacidade da dança espanhola, é aqui que os sapatos ganham vida e rasgam a música com os seus movimentos fortes sobre o solo. As mãos contrastam ágeis, contornando-se a si mesmas em múltiplas voltas até onde podem chegar.
Teresinha aprende atualmente flamenco, «mas flamenco à séria». Tornar-se cada vez melhor e versátil para ensinar é um dos seus objetivos. Margarida Batista, sua aluna de 13 anos, «dançava dança oriental, mas achava que não fazia bem o meu género. Gostava de danças mais mexidas» e há um ano que aprende sevilhanas. O entusiasmo nas palavras reflete-se na sua força em palco. E é este o sentimento que Teresinha quer transmitir.
Mas ainda não suficientemente preenchida, é o Grupo Lunares que completa a vida da dançarina de 29 anos. Toca-se, canta-se e dança-se sevilhanas. Um grupo de amigos que se juntou e traz alegria a todo o tipo de eventos.
A promessa de parar este caminho “bailando” é impossível. O negro e o vermelho misturam-se no meio do palco. Uma flor na cabeça. Uns brincos compridos. Teres(inh)a.

Brasil a Dançar
Sexta, 15 de Novembro, 2013 por Brasil a Dançar